Andrea Brazil Mugnaini é mãe, esposa, mulher, motorista e artista plástica. Não necessariamente nessa ordem. Tem como formação o desenho industrial e trabalhou muitos anos com publicidade, mas foi só depois do nascimento do seu primeiro filho que descobriu sua verdadeira vocação.

Por Gabriela Marchini Santos 

Andrea Brazil Mugnaini é uma baiana de fala mansa e gestos delicados, que se traduzem num traço e num estilo de ilustrar e pintar particularmente feminino e doce.

Sua carreira como artista surgiu inicialmente como uma solução para a falta de tempo e correria que a publicidade impunha e que não a permitiam dedicar-se como queria ao filho, mas acabou se tornando uma enorme paixão e descoberta.

Quando seu primeiro filho nasceu, logo abandonou as agências de publicidade e ficou só como freelancer. Mas ao mudar-se para os EUA com a família, aproveitou para focar em vários cursos de arte, desenho e ilustração. Desde então, não largou mais suas canetas e pincéis. “Tenho que cuidar para não passar o tempo todo desenhando porque se eu pudesse saia da cama de manhã e passava o dia fazendo só isso”.

Perfil

Ilustração

100%

Design

80%

Artista plástica

90%

Mãe, esposa e mulher

100%

Andrea fala do imenso prazer e alegria que a arte lhe traz. E diz gostar de todas as etapas do processo de criação. “Gosto no final quando está pronto, quando ainda estou buscando referências. Gosto quando ainda não passei a limpo e, às vezes, nem passo a limpo”.

Segundo ela, começar uma encomenda é o maior desafio. Porque muitas vezes o cliente não sabe direito o que quer, nem ela. Mas juntos vão moldando um caminho. Andrea diz preparar o que chama de “mood board”. Uma espécie de quadro com referências gráficas, palavras, sentimentos que ela acredita terem a ver com o que a pessoa está pedindo. E isso serve de passo inicial para acharem uma direção.

Sua arte pode se expressar das mais variadas formas. E, dentre as encomendas que já recebeu, estão pintar paredes de estabelecimentos comerciais, ilustração em papel, estamparia para quarto de bebê, parceria com uma loja de roupas e acessórios para a criação de logo e outros desenhos que viraram camisetas, sacolas, cadernos, canecas.

Andrea não se intimida frente a nenhum tipo de trabalho que a interesse e toque. Recentemente fez toda a ilustração de um livro com um tema bem difícil: o luto por suicídio. Ela conta que, apesar de muito desafiador, foi um trabalho muito importante. “Usei aquarela para denotar transparência e melancolia e, na escolha das cores, tomei o cuidado para não deixar nem alegre nem mórbido, porque o tema é muito triste e delicado”.

Sua postura é de colocar sua arte no mundo e deixar que ela tome seu rumo. Se você der sorte, pode se deparar com um #desenhoengarrafado que ela tenha deixado por aí. O que é isso? Um projeto que a gente achou super legal. “Transformo garrafas usadas que iriam para o lixo e as transformo com meu desenho. Aí coloco a hashtag e deixo num lugar público”. Assim acredita estar exercitando uma espécie de desapego e semeadura, tudo ao mesmo tempo. E nos conta: “Já vi uma foto tagueada, prova de que a garrafa foi encontrada por alguém”.

A artista sente que ainda está só começando e não sabe muito bem onde tudo isso vai dar. Dentre seus sonhos está o de criar um espaço de galeria e residência artística que ofereceria aluguel de estúdios com preço acessível por meio de uma curadoria. E, em troca, esses profissionais teriam que dar aulas para a comunidade e desenvolver trabalhos para serem expostos lá mesmo. Nós achamos a ideia ótima. Tomara que ela consiga.

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